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Filme roraimense ganha prêmio principal do Festival de Cinema de Brasília



A cultura roraimense tem mais um motivo para se orgulhar. O longa metragem Por Onde Anda Makunaíma, dirigido por Rodrigo Séllos e produzido pelo cineasta roraimense, Thiago Briglia, foi o vencedor na categoria melhor filme do 53o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) 2020. Este ano a mostra aconteceu de forma virtual e os filmes concorrentes ficaram em cartaz de 15 a 20 de dezembro, com exibição pelo Canal Brasil e pela plataforma Canais Globo.


Por Onde Anda Makunaíma - um documentário com duração de 84 minutos – é uma co-produção da Platô Filmes com a Boulevard Filmes, que registra a origem do Mito de Makunaima, desde as lendas roraimenses, passando pelo personagem literário de Mário de Andrade, assim como pelos filmes e pelas que tratam sobre o tema ao longo das últimas décadas.


Atores que trabalharam no filme Macunaíma, de Joaquim Pedro e na peça homônima de Antunes Filho deram depoimento para o documentário. Tiago Briglia diz que o longa é “uma produção muito especial que busca registrar a origem do mito de Makunaima e suas ressignificações ao longo dos anos, seja na literatura, no cinema ou no teatro”.


O documentário é uma espécie de continuação ou revisitação do trabalho do cineasta roraimense, que tem se dedicado ao estudo do tema. Briglia, por exemplo, já fez um Doc TV, exibido pela TV Cultura, cujo título é Nas trilhas de Makunaima. Agora, ele amplia o seu olhar, nesse trabalho colaborativo entre sua produtora, a Platô Filmes, e a Boulevard.


“É a primeira vez que um filme da Região Norte ganha o prêmio principal do Festival de Cinema de Brasília, um dos mais conceituados do Brasil. Esse é um momento muito importante para nós, que fazemos cinema em Roraima. Com esse prêmio, nós nos sentimos empoderados para continuar na resistência com o objetivo de mostrar o valor da arte e da cultura brasileira”, disse.



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O cineasta Thiago Briglia comemora a vitória dos eu filme em postagem no Instagram

Conheça todos os ganhadores do 53o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

Júri popular

Melhor Longa-Metragem Mostra Competitiva Oficial:

Longe do Paraíso

(Orlando Senna, Ficção, BA, 103min) – (38,4%)

Melhor Curta-Metragem Mostra Competitiva Oficial:

Noite de Seresta

(Muniz Filho, Sávio Fernandes, Documentário, CE, 19min) – (60,7%)

Melhor Longa-Metragem Mostra Brasília:

Candango: Memórias do Festival

(Lino Meireles, Documentário, 119min) – (44,8%)

Melhor Curta-Metragem Mostra Brasília:

Eric

(Letícia Castanheira, Documentário, 13min) – (19,3%)

Mostra Oficial de Longa-Metragem

Júri: Ana Maria Magalhães, Joel Zito Araújo e Ilda Santiago.

Melhor Filme:

Por Onde Anda Makunaíma? (RR)

(Rodrigo Séllos, Documentário, RR, 84 min)

Filme cedido pelo Canal Curta!

Prêmio Especial do Júri:

Ivan, O TerrirVel (RJ)

(Mario Abbade, Documentário, RJ, 103min)

Prêmio Especial pela Montagem:

A Luz de Mario Carneiro (RJ)

(Betse de Paula, Documentário, RJ, 73 min)

Filme cedido pelo Canal Curta!

Mostra Oficial de Curta-Metragem

Júri: Carlos Marcelo, Graciela Guarani e Liloye Boubli

Melhor Filme:

República

(Grace Passô, Ficção, SP, 15m30s)

Melhor Direção:

Rodrigo Ribeiro

A Morte Branca do Feiticeiro Negro

(Rodrigo Ribeiro, Documentário, SC, 11min)

Prêmio Especial do Júri:

A Tradicional Família Brasileira KATU

(Rodrigo Sena, Documentário, RN, 25min)

Melhores atuações:

Maya e Rosana Stavis

Pausa Para o Café

Melhor Fotografia:

Gustavo Pessoa

Inabitável

(Matheus Faria e Enock Carvalho, Ficção, PE, 19m57s)

Melhor Roteiro:

Tamiris Tertuliano e William de Oliveira

Pausa Para o Café

Melhor Direção de Arte:

Cris Quaresma

Quanto Pesa

(Breno Nina, Ficção, MA, 23min)

Melhor Montagem:

Tamiris Tertuliano

Pausa Para o Café

Melhor Som:

Anna Luísa Penna, Emilio Le Roux e Fredshon Araújo

Distopia

(Lilih Curi, Ficção, BA, 10m38s)

Menção honrosa:

Elenco de Inabitável

Luciana Souza, Sophia William, Erlene Melo, Laís Vieira, Val Júnior, Carlos Eduardo Ferraz e Eduarda Lemos

Mostra Brasília

Júri: Catarina Accioly, Sérgio de Sá e Débora Torres

Melhor Filme (longa-metragem):

Candango: Memórias do Festival

(Lino Meireles, Documentário, DF, 119min)

Melhor Filme (curta-metragem)

Do Outro Lado

(David Murad, Ficção, DF, 15min)

Prêmio Especial do Júri (longa-metragem):

Utopia Distopia

(Jorge Bodanzky, Documentário, DF, 74min)

Prêmio Especial do Júri (curta-metragem):

Rosas do Asfalto

(Daiane Cortes, Documentário, DF, 19min)

Melhor Direção:

Letícia Castanheira

Eric

Melhor Direção de Arte e Edição:

William Jungmann e Daniel Sena

Algoritmo

Prêmio Cosme Alves Netto

Anistia Internacional do Brasil

Júri: Alexandra Montgomery, Joel Zito Araújo e Jurema Werneck

A Tradicional Família Brasileira KATU

(Rodrigo Sena, Documentário, RN, 25mim)

Prêmio Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema)

Melhor Curta-metragem:

República

(Grace Passô, Ficção, SP, 15m30s)

Melhor Longa-metragem:

Entre Nós Talvez Estejam Multidões (MG, PE)

(Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, Documentário, MG/PE, 92min)

Prêmio Canal Brasil de Curtas

Júri: Ricardo Daehn, Maria do Rosário Caetano e Luiz Zanin

A Morte Branca do Feiticeiro Negro

(Rodrigo Ribeiro, Documentário, SC, 11min)

Prêmio Marco Antônio Guimarães

Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB)

Candango: Memórias do Festival

(Lino Meireles, Documentário, 119min)

* Editor do Blog do Luiz Valério e do podcast de cultura @Macuxicast

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